V Workshop INCT Adapta apresenta resultados positivos

O projeto foi prorrogado por mais um ano e segue até 2015. O Adapta conta com o apoio e financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam)

 

Por Luciete Pedrosa

 

Ascom Inpa

 

Com apresentações de cerca de 100 trabalhos científicos e vários deles utilizando tecnologias de última geração, como o de sequenciamento de genes, o V Workshop INCT Adapta chegou ao fim com resultados positivos. Esta foi a avaliação do coordenador do projeto Adapta e diretor do Inpa, Adalberto Val, durante o encerramento do evento que ocorreu nesta quinta-feira (27).

 

Na ocasião, o coordenador anunciou a decisão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em prorrogar o projeto até fevereiro de 2015. “Estou extremamente feliz porque este projeto tem um desempenho muito além do que foi planejado originalmente, por conta da dedicação das pessoas que estiveram aqui. Decidimos, hoje, que vamos continuar trabalhando juntos e nos apresentar para as novas oportunidades que se abrem com o financiamento de pesquisas no Brasil e no mundo”, declarou Adalberto Val.

 

Ele também explicou que o Adapta lida com a questão das mudanças climáticas e seus efeitos sobre os organismos aquáticos, os quais, segundo ele, são de grande interesse para cientistas no mundo inteiro. “Aqui na Amazônia temos informações bastante precisas de que teremos efeitos significativos. Na verdade, já estamos, de certa forma, experimentando essas mudanças climáticas”, alertou.

 

Segundo Adalberto Val, mais de 200 teses e dissertações foram desenvolvidas no âmbito do Adapta e, até o momento, o projeto já apresentou 15 novas patentes que vão estar liberadas para a transferência de empresas interessadas. Dentre essas patentes encontra-se o desenvolvimento de um software para análise da expressão gênica utilizando tecnologia de última geração.

 

O workshop

 

Com o tema “Novos paradigmas científicos e mudanças climáticas globais”, o evento teve como objetivo apresentar os avanços e resultados obtidos em diversas pesquisas ao longo do desenvolvimento do projeto Adaptações da Biota Aquática da Amazônia, reunindo durante quatro dias líderes de outros nove INCTs.

 

Foto: Henrique Lima/Colaborador Ascom Inpa

 

Confira o resumo do último dia do V Workshop INCT Adapta

 

 

Exposição científica discute estudos sobre a biodiversidade amazônica

Alunos de Pós-Graduação apresentaram, aproximadamente, 60 pôsteres sobre pesquisas científicas durante o V Workshop INCT Adapta, realizado no auditório da Ciência, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Zona Centro-Sul de Manaus.

 

O trabalho elaborado pela expositora Grazielly da Silva tratou dos efeitos do composto químico Benzopireno no tambaqui (Colossoma macropomum), espécie economicamente importante para a região amazônica.

 

 

Altas temperaturas aceleram a reprodução dos mosquitos da dengue e malária

Experimentos no microcosmos mostram que com o aquecimento o processo biológico dos mosquitos é acelerado

 

Por Luciete Pedrosa

 

Ascom Inpa

 

Experimentos feitos nas salas do microcosmos, que simulam os efeitos das mudanças climáticas, demonstraram que em altas temperaturas os mosquitos transmissores da dengue e da malária se reproduzirão mais rápido. Os resultados foram descritos pelo pesquisador Wanderli Tadei, do Grupo de Malária e Dengue, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) em palestra nesta quarta-feira (26) durante o V Workshop INCT Adapta.

 

Tadei explicou que os experimentos foram realizados em três salas do microcosmos com diferentes temperaturas. Os resultados mostraram que os mosquitos nas salas mais quentes se reproduziram mais rápido, ou seja, com o aquecimento o processo biológico dos mosquitos ficou mais acelerado.

 

O pesquisador acrescentou que isso contribuirá para o aumento da densidade de mosquitos Aedes aegypti e Anopheles darlingi, tendo como consequência a transmissão de dengue e malária. “O contato entre o vetor e o homem será mais intenso”, afirmou.

 

Segundo Wanderli Tadei, colônias de Aedes aegypti estão sendo estudadas e já se encontram na 27ª geração. “Os dados obrigam a nos preparar para um controle desses mosquitos e avaliar mecanismos para que não provoquem uma catástrofe com a transmissão da dengue”, alertou.

 

Malária

 

Em relação a malária, o autor da pesquisa relatou que o mosquito vive em torno de 50 a 60 dias, e o da dengue de 30 a 45 dias. Com os efeitos simulados no microcosmos, eles estão vivendo menos. Tadei também comentou sobre um experimento-piloto com ovos do mosquito da malária, no qual verificou que esses ovos eclodem mais rapidamente, porém, estudos serão feitos quanto às fases de desenvolvimento das larvas a fim de verificar se haverá uma redução no seu tempo de crescimento.

 

“Isto é serio em relação à transmissão da malária, porque vivemos um momento muito bom. Podemos até falar na eliminação da doença em alguns locais. É natural o vetor da malária se reproduzir na nossa região, porque está consorciado às condições ambientais que temos”, completou.

 

Foto: Henrique Lima/colaborador Ascom Inpa

 

Confira o resumo do terceiro dia do V Workshop INCT Adapta

 

 

Estudo indica que temperaturas elevadas favorecem pragas em planta da Amazônia

A pesquisa foi apresentada nesta terça-feira (25) no V Workshop INCT Adapta promovido pelo Inpa em Manaus

 

Por Luciete Pedrosa

 

Ascom Inpa


“Plantas em áreas alagadas submetidas a elevadas temperaturas e alta concentração de CO2 (gás carbônico) foram completamente infestadas por ácaros ou pragas”. A afirmação foi feita durante o segundo dia do V Workshop INCT Adapta pela vice-coordenadora do projeto, Maria Teresa Piedade, após experimentos realizados no microcosmos.

 

Ainda de acordo com a pesquisadora do Inpa, outro fator deve ser levado em conta. “Pode ser que muito antes das temperaturas e do CO2 dizimarem as plantas, a infestação por bichos – que serão favorecidos por esse tipo de cenário – acabem com todas elas. Isso indica a necessidade de estudos futuros para esta questão”, ressaltou.

 

Os experimentos foram realizados com a espécie H. spruceana, também conhecida como seringa-barriguda, por alunas de mestrado em Botânica durante três meses em uma das salas do projeto microcosmos, que simula efeitos de mudanças climáticas.

 

“Apesar dessa espécie habitar ambientes de áreas alagáveis, as alterações de temperatura e CO2 podem ser muito danosas para a agricultura, pois os ácaros são uma espécie de praga que podem gerar desequilíbrio”, afirmou a mestranda Heloíde de Lima Cavalcante, que realizou os estudos junto à mestranda Pauline Pantoja.

 

Piedade também destacou que foram feitas pesquisas com plantas aquáticas das espécies Eichhornia crassipes (moreru) e Echinochloa polystachya (canarana), a fim de analisar como o derramamento de petróleo e a temperatura elevada poderiam comprometer o crescimento delas. O trabalho está sendo desenvolvido pela doutoranda em Ecologia, Aline Lopes, sob orientação da pesquisadora.

 

Segundo Lopes, que faz parte do grupo Ecologia, Monitoramento e Usos Sustentáveis de Áreas Úmidas (MAUA), cerca de 30% ou 2 milhões de km² da bacia amazônica são de áreas úmidas. “Isso quer dizer que temos que enxergar as questões científicas da Amazônia, não apenas focando em terras firmes, porque grande parte dos ambientes aqui tem vegetação e organismos animais adaptados à entrada e saída periódica das águas ao logo do ano. São comunidades extremamente adaptadas e não podemos tratá-las da maneira como são tratados os ambientes que não têm esse pulso de inundação, que é o que caracteriza a maioria das áreas úmidas da região”, enfatizou Piedade.

 

O evento

 

O V Workshop INCT Adapta deste ano tem como tema “Novos paradigmas científicos e mudanças climáticas globais” e reúne líderes de laboratórios associados ao projeto até a próxima quinta-feira (27), no auditório da Ciência, situado na Av. Otávio Cabral, bairro Petrópolis, Zona Centro-Sul de Manaus.

 

Foto: Daniel Jordano/Ascom Inpa

 

Confira o resumo do segundo dia do V Workshop INCT Adapta


 

Conhecendo os INCTs

Adalberto Luis Val - Coord. INCT Adaptações da Biota Aquática da Amazônia

 

Cláudia Bueno dos Reis MartinezCoord. INCT Toxicologia Aquática

 

Denise de CarvalhoMembro do comitê gestor INCT Instituto Nacional para Pesquisa Translacional de Saúde e Ambiente na Região Amazônica

 

Francisco Barbosa - Coord. INCT Recursos Minerais, Água e Biodiversidade

 

Tetsuo Yamane - Coord. INCT Centro de Energia, Ambiente e Biodiversidade

 

Wolfgang Johannes Junk – Coord. INCT Áreas Úmidas

 

Philip Martin Fearnside - Coord. INCT Serviços Ambientais da Amazônia

 

Pesquisas iniciais revelam que mudanças climáticas afetam crescimento do tambaqui

Os estudos são preliminares e os resultados já fazem parte dos dados gerados pelo microcosmos, salas que simulam as mudanças climáticas conforme o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)

 

Por Luciete Pedrosa

 

Ascom Inpa

 

Durante a abertura do V Workshop INCT Adapta, realizado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), o coordenador do projeto Adapta e diretor do Inpa, Adalberto Val, afirmou que estudos preliminares apontam que as mudanças climáticas afetam o tamanho do tambaqui. De acordo com ele, os experimentos feitos no microcosmos apontam para um retardamento do crescimento de uma das espécies de peixe de maior potencial econômico da região amazônica.

 

“De uma maneira geral, o que observamos é que cenários mais drásticos dos microcosmos causam mudanças muito expressivas na biologia dos organismos, não só do ponto de vista da adaptabilidade do ambiente, mas com reflexos significativos de importância para o homem”, disse.

 

As salas do microcosmos fazem parte da estrutura do Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM) do Inpa, e simulam as mudanças climáticas conforme o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). “Há uma série de ações desse tipo que precisam ser estudas. Estas são observações iniciais e que precisam ser avaliadas mais profundamente”, relatou Val. 

 

O evento

 

O V Workshop INCT Adapta tem como objetivo apresentar os avanços e resultados obtidos em diversas pesquisas ao longo do desenvolvimento do projeto Adaptações da Biota Aquática da Amazônia. O evento, que tem como tema “Novos paradigmas científicos e mudanças climáticas globais”, se estenderá até a próxima quinta-feira (27).

 

Além de Adalberto Val, participaram da abertura do workshop o coordenador de Apoio à Parcerias Institucionais do CNPq, Alcebíades Francisco de Oliveira Júnior, o diretor-substituto do Inpa, Estevão Vicente Monteiro de Paula, e a coordenadora de Pesquisas do Inpa, Hilândia Brandão da Cunha.

 

Para este workshop foram convidados líderes de outros nove INCTs a fim de formar uma rede colaborativa. “O Brasil tem que liderar a agenda internacional na questão da biodiversidade aquática”, ressaltou o diretor do Inpa.

 

Foto: Daniel Jordano/Ascom Inpa

 

Confira o resumo do primeiro dia do V Workshop INCT Adapta

 

 

Pesquisadores debatem no Inpa efeitos das mudanças climáticas em espécies da Amazônia

O V Workshop INCT-Adapta reúne pesquisadores que atuam diretamente no microcosmos, salas que simulam os efeitos das mudanças climáticas para daqui a 100 anos

 

Por Ana Luisa Hernandes

 

Com o tema “Novos paradigmas científicos e mudanças climáticas globais”, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) promove o V Workshop INCT Adapta, que acontece de 24 a 27 de março no auditório da Ciência no Bosque da Ciência, localizado na Rua Otávio Cabral, bairro Petrópolis, zona centro-sul de Manaus (AM).

 

O evento tem como objetivo apresentar os avanços obtidos ao longo do desenvolvimento do projeto Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (Adapta), além de proporcionar a discussão e o surgimento de novos questionamentos científicos. O encontro é voltado para pesquisadores, mas na ocasião serão divulgados resultados dos trabalhos.

 

A programação do workshop terá palestras que serão ministradas por líderes de laboratórios associados ao Adapta, apresentações de comunicações orais e pôsteres de estudantes pós-graduandos do projeto, e uma reunião de trabalho com líderes de outros Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).

 

Segundo o diretor do Inpa e coordenador do Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM), Adalberto Val, dentre os principais resultados de pesquisas desenvolvidas no Adapta estarão os referentes ao sistema microcosmos, que consiste na análise dos efeitos de cenários climáticos previstos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para o ano 2100, sobre os organismos aquáticos, tendo em vista variações de temperatura e gás carbônico (CO2).

 

No último dia de evento, os relatores das diferentes sessões avaliarão o encontro e irão redigir um relatório síntese sobre ele. Já a sessão de encerramento trará a seleção e premiação dos melhores resultados apresentados por estudantes nas categorias comunicação oral e pôster.

Baixe a programação aqui.