Vencedora do Concurso ADAPTA é da Bahia

O concurso ADAPTA premiou com um NoteBook para o primeiro lugar e um Tablet para o segundo lugar, alunos que enviaram suas frases sobre o tema: Em um contexto global, pense em como Brasil poderia contribuir, através de uma Economia Verde, para melhorar o planeta em que vivemos.

O concurso obteve 45 inscritos de diversas partes do Brasil, sendo que apenas 2 foram premiados. Veja abaixo  as frases vencedoras, e entrevista realizada com os ganhadores:

 

Primeiro colocado:

Nome: Maria Gabriela Ferreira dos Santos Cesar

Idade: 13 anos

Escola: Escola Estadual Idalice Nunes

Cursando: Oitava série

Local: Guanambi-BA

Frase:

“O meu maior intuito nesse texto é criar um tipo de economia em conjunto com o meio ambiente e sei que esse também é o projeto da ONU. As propagandas de tv ajudaram muito as pessoas a se conscientizarem que devemos cuidar do meio ambiente e ao mesmo tempo ter lucro no trabalho, só que já chegou em um certo ponto que a divulgação não chamam mais atenção das pessoas então eu resolvi expor minhas idéias e mostrar meu ponto de vista para melhora a economia e ao mesmo tempo cuidar do nosso maior bem, o meio ambiente. A não preservação do meio ambiente é causada na maioria das vezes pela falha do mercado em seu trabalho, na minha opinião as empresas que degradam o meio ambiente deveriam ter a ajuda do governo com soluções para esses problemas, outra proposta é que energia renovável ficassem relativamente mais atraentes do ponto de vista do preço de consumo, o governo também podia buscar novas tecnologias que não poluem e mais produtivas e ao invés de impostos para fins lucrativos dos políticos podia existir o “imposto verde” e esse dinheiro deve ser direcionado aos danos ocorrentes na natureza, pode adotar alguma lei que multe o agricultor que use fertilizantes e acabam poluindo as águas pois dessa forma eles não teriam incentivo para continuar usando esse produto.”

Entrevista:

1) Quais fontes de pesquisa você usou para elaborar sua frase e onde mais podemos encontrar informações adicionais sobre esse tema ?

Eu usei a internet e a partir dai eu tirei minhas ideias e minha conclusões em relação ao imposto verde .

2)Por quê você acha que o imposto-verde sería uma boa solução para impedir a degradação do meio-ambiente e como ele podeía ser aplicado no brasil e no mundo ? Eu acho que o imposto verde seria uma boa solução porque ele vai ajudar a natureza a ser reconstituir   e o capital arrecadado pelo imposto pode ter a renda revestida para a natureza.
3) Nos dê exemplos de situações onde o imposto-verde poderia ser cobrado e onde o dinheiro arrecadado deveria ser investido ? Ele poderia ter um custo baixo e poderia ser cobrado nas contas de luz e de água de telefone e o dinheiro deveria ser investido no meio ambiente ex: Nos reflorestamentos,Tratamentos dos rios e em todos os tipos de danos causados pelo homem na natureza.
Qualquer resultado por favor me avise,vou estar sempre vendo os meus emails. Muito Obrigado!

Segundo Colocado:

Nome: José Adalberto Souza Júnior

Idade: 16 anos
Escola:  Instituto Federal de Educação, Ciência e tecnologia do Amazonas
Local: Manaus-AM
Frase:
“As atividades ligadas aos setores industriais e agrícolas vêm causando uma série de impactos ambientais relacionados ao uso de fertilizantes, pesticidas, queima de combustíveis fósseis, despejo de efluentes industriais não tratados em ambientes inadequados, desflorestamento, entre muitos outros. Logo, é necessária a elaboração de soluções que possam impedir o agravamento de situações que ponham em risco o meio ambiente. Ao longo de toda a Amazônia, há solos de origem antropogênica com altas quantidades de matéria orgânica. Sua formação deve-se ao descarte de resíduos vegetais e animais pelas populações pré-colombianas. Tudo isso levou à formação de um solo extremamente fértil, denominado Terra Preta de Índio, propício para a agricultura e que tem despertado o interesse de muitos pela sua sustentabilidade. Estudos revelam que a adição de doses de materiais vegetais carbonizados, como resíduos agrícolas e sobras de madeira, contribuem para a mitigação dos gases causadores do efeito estufa, já que o biocarvão, devido a sua elevada porosidade, tem a capacidade de sequestrar carbono da atmosfera e retê-lo em sua estrutura. Além disso, seria uma alternativa muito mais eficiente e benéfica, servindo como substituinte dos fertilizantes fosfatados, que levam à eutrofização das águas, pesticidas clorados e outros defensivos agrícolas. A divulgação de técnicas de manejo e estudos mais detalhados que envolvam o biocarvão, faz-se, portanto, necessária e de fundamental importância para a agricultura e para minimização dos efeitos do aquecimento global. O Brasil tem grande potencial na produção de biomassa e pode explorar isso utilizando o biocarvão, podendo afetar diretamente em seu reconhecimento internacional como pioneiro em questões de desenvolvimento sustentável.”
Entrevista:
1) Onde você encontrou e onde mais é possível encontrar informações adicionais sobre o biocarvão e a terra-preta da amazônia ?

Sou estudante do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas e faço o curso técnico de nível médio integrado em Química. Em agosto de 2011, comecei a fazer um projeto de pesquisa sobre os efeitos do uso de carvão vegetal nas propriedades químicas do solo. Minha orientadora disponibilizou a mim diversos materiais sobre Terra Preta e matéria orgânica do solo. Além desses recursos, houve um levantamento bibliográfico sobre questões relacionadas à pesquisa e através de artigos científicos pude conhecer melhor a respeito desses assuntos. São exemplos de nomes de pesquisadores relevantes na área de Agronomia: Dr. Newton Falcão, Dra. Beata Madari, Dr. Vinicius Benites, Dr. Wenceslau Teixeira, Dr. Nestor Kämpf, entre muitos outros. Para ter acesso às informações sobre biocarvão e Terra Preta é só pesquisar na internet alguns artigos dos pesquisadores citados acima. A partir desses surgirão outros pesquisadores nas citações que também são de grande importância nas questões agronômicas. O conteúdo é bem interessante e dispõe diversas informações a respeito do potencial do biocarvão.

 

2) Por que você pensou no biocarvão como alternativa na economia-verde, entre tantas outras escolhas possíveis?

O Biocarvão oferece uma gama de vantagens em relação às demais alternativas: a questão do significativo seqüestro de carbono quando incorporado ao solo, contribuindo assim para a minimização dos efeitos de uma das questões mais discutidas da atualidade: o aquecimento global. Há também a melhoria de vida para agricultores familiares que usam a terra como fonte de subsistência e dos grandes agricultores, já que o biocarvão ajuda o solo a melhorar sua fertilidade, pois sua estrutura ajuda na retenção e disponibilização dos nutrientes para as plantas. Resolveria também o problema de destinação do bagaço da cana-de-açúcar, muitas vezes inutilizado, das sobras de madeiras e de todo o material orgânico que serve como matéria-prima na geração do biocarvão. Ajudaria a longo prazo na economia do país, pois seria uma maneira de aumentar a produção agrícola visando a exportação, entre muitos outros benefícios. No entanto, há uma necessidade muito grande em desenvolver pesquisas a respeito do comportamento do biocarvão em áreas diferentes e uma divulgação maior em relação ao uso dessa fonte como alternativa para a economia verde, já que poucos conhecem sobre os benefícios do carvão vegetal e como ele pode ajudar a melhorar o nosso planeta. O biocarvão possui um potencial muito grande, todavia, ainda é pouco explorado.

 

3) Você propôs uma alternativa para a Amazônia, mas como o resto do Brasil e talvez o mundo pode se beneficiar da Terra Preta de Índio, já que a questão da economia verde é global e não local ?

A Terra Preta de Índio tem muito a ensinar para o mundo. Esse solo atrai pesquisadores de diversos países e o motivo é o interesse pela complexidade e riqueza encontrada nesse solo. A Terra Preta é um modelo a ser seguido, pois a sua composição rica em matéria orgânica e a sua estrutura são fatores importantes na fertilidade do solo e na contribuição para mitigação dos gases causadores do efeito estufa. O uso do biocarvão é uma tentativa de simulação das Terras Pretas de Índio, pois a sua eficiência deve-se em grande parte ao carbono estocado e à dinâmica da matéria orgânica nesse solo. O biocarvão é uma boa alternativa para a economia verde porque traz a possibilidade de ser aplicado em solos de qualquer parte do mundo. A Terra Preta seria apenas um padrão, um modelo de solo ideal. Entretanto, cada área do planeta exige um estudo aprofundado sobre as suas diferentes condições, pois outros fatores podem influenciar como o pH do solo, temperatura, tipo de solo, potencial de produção de biomassa e as variedades de carvão também podem apresentar influência nos objetivos a que se quer chegar. Além disso, essa capacidade de seqüestrar carbono pode beneficiar todo o mundo, já que o aquecimento global é uma questão generalizada.

 Parabéns aos dois !

22 de março é o Dia das Águas

Cientistas se reúnem e lançam documento no Dia das Águas clamando por
atenção às Áreas Úmidas (AUs). O grupo justifica: as AUs do Brasil vêm
correndo grande risco e perda das múltiplas funções e benefícios sociais e
ecológicos, pela falta de uma legislação pertinente e de um tratamento
cientificamente adequado. A leitura do documento completo ou resumido pode
ser realizada neste site ou no site
http://www.inau.org.br/imprensa/?NoticiaCod=27&CategoriaCod=2

Instituição Japonesa visita sede do ADAPTA e propõe parcerias

 A visita foi realizada dia 8 de Março e contou com a presença dos pesquisadores Jun KIKUCI, na aréa de  metabolomica, e  Shigeharu MORIYA, da aréa de Biologia Ambiental Molecular, ambos do Instituto RIKEN. O instituto Riken é referência mundial em pesquisas nas áreas de Física, Química, Biologia, Ciências Médicas, Engenharia e Ciência da Computação. As áreas abrangidas pelo convênio com a UEA serão Ciências da Saúde (Telessaúde e Farmacologia); Ciências Exatas e da Terra (Química Orgânica); Engenharias (Engenharia de Biomassas e Produtividade de Plantas); Ciências Biológicas (Genética, Biologia Molecular, Microbiologia e Ecologia). O convênio terá duração de cinco anos e poderá ser renovado pelo tempo que interessar a ambas as instituições.

 

 

Coordenadores do ADAPTA apresentam resultados em Hanoi – Vietnã

O coordenador geral do ADAPTA, Dr. Adalberto Luis Val e a Coordenadora de Programas Aplicados do ADAPTA, Dra. Vera Val, apresentaram as palestras intituladas, respectivamente, “Climate changes and connections with fish of the Amazon” e “Biomarcadores de toxicidade do Roundup® em tambaqui (Colossoma macropomum)”. O evento intitulado The second International Conference on Environmental Pollution, Restoration and Management, acontece de 4 a 8 de março de 2013 e é organizado pela Sociedade de Toxicologia Ambiental e Quimíca ( SETAC Asia/Pacifico ), sendo o tema deste ano  “ Enhancing environmental research and education in developing countries “ .  O trabalho apresentado pela Dra. Vera Val tem como co-autores Susana B. Mota e Helen Sadauskas-Henrique.

 

 

 

 

 

Laboratório sede do ADAPTA recebe o programa Science Camp – Elas na Ciência

Aconteceu em Manaus, nesta terça-feira (5), as atividades do programa “Science Camp – Elas na Ciência”, uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. O evento  reuniu 90 estudantes do ensino médio de todo país, com o intuito de estimular o interesse em seguir carreira na área científica. O LEEM, laboraorio sede do ADAPTA, preparou diversas atividades para receber as estudantes, e entre elas estavam visitas ao biotério de peixes, distribuição de material didático, palestras educativas, apresentação de equipamentos de pesquisa  e técnicas simplificadas de DNA. Na quinta-feira (7), o LEEM, por intermédio de alguns de seus alunos, participou de uma excursão para o Lago do Catalão, próximo a Manaus, onde as jovens cientistas puderam aprender mais sobre classificação e outras áreas de pesquisa com peixes amazônicos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais um doutor formado pelo Leem em Biologia Aquática

Aconteceu no dia 20/02/2013  no auditorio do  BADPI  as   09:00 horas a defesa de tese, do aluno RAFAEL MENDONÇA DUARTE, intitulado “Mecanismos de regulação de Na+ nas brânquias de peixes da Amazônia: modulação por fatores ambientais e ajustes espécie-específicos”. A banca julgadora composta pelos professores doutores Adalto Bianchini, Bernado baldisseroto, Viviane Prodocimo, Jansen Evanon e Jaydione Marcon, aprovou RAFAEL MENDONÇA DUARTE com distincão. Rafael desenvolveu seu trabalho no laboratório sede do ADAPTA, o LEEM.